Lero-lero de arte cerâmica contemporânea
As frases abaixo foram construídas a partir de
pesquisas científicas profundas no Google feitas para que eu me sentisse menos
ignorante em arte contemporânea. Podem ser utilizadas por qualquer um sem sofrer
acusação de plágio, mesmo porque foram criadas a partir de textos diversos,
incluindo críticas de arte publicadas em jornais e revistas, catálogos de galerias,
folders de divulgação, livros de arte contemporânea etc. Eu apenas identifiquei
os termos mais frequentemente utilizados e parti para o recorte e colagem. As
frases construídas servem para definir, descrever e criticar a poética de
qualquer manifestação artística contemporânea, em qualquer suporte. Eu apenas
adaptei para a cerâmica. São flex, servem para quase tudo, mesmo porque não
fazem muito sentido, assim como muitas manifestações de arte contemporânea.
Seguem algumas dessas frases que podem ser combinadas de diferentes formas, a
gosto do freguês, sem qualquer risco de
ganhar significado.
O ceramista, operando como mediador de interações, ao buscar os nexos
poéticos de seu fazer, descarta o simbolismo fugaz da arte de mercado e resgata a hibridade
entre o estranhamento e o encantamento provocado pela transgressão extemporânea
do processo criativo.
O artista extrai dos discursos
totalizantes e da narrativa linear da
arte de mercado os arquétipos da arcaica dimensão do moderno e promove uma
releitura contextualizada da expressão do contemporâneo, dando sentido às
vivências estéticas instigantes do fazer artístico plural, que rompe os
estreitos limites da arte como produto.
O ceramista contemporâneo responde às provocações da matéria atuando na
fronteira tênue entre a intenção e o gesto. Sob a égide da técnica plasma na
argila, de forma metafísica e abstratizante as impressões dos gestos mais
primitivos da mão humana.
O artista ceramista, atordoado pelo imediato e pelas turbulências da
contemporaneidade despreza as memórias descartáveis e frui os limites
instigantes da busca da ressignificação das experiências estéticas.
A cerâmica contemporânea passa da experiência meramente visual da
tridimensionalidade estática para uma expressão sensível mais holística, que
não se limita à experiência do tato, mas possibilita a fruição mais ampla dos
sentidos e do movimento, testemunhos da metamorfose que impõe, dispõe e compõe
a relação matéria/espaço.
O ceramista responde à
provocação da matéria e no seu papel de mediador de interações, desloca-se da posição protagônica, criando espaços
para que outros atores da cena artística, atuando como co-artífices, usufruam
do encantamento da vivência de experiências estéticas e incorporem à criação
artística novos códigos de representação, num processo de ressignificação
constante.
A contemporaneidade plasmada na argila rejeita o caráter icônico das
intervenções imersas no contexto híbrido da funcionalidade e da arte e frui da dinâmica
busca da ressignificação das experiências estéticas, dando sentido às vivências
instigantes do fazer artístico plural, que rompe os estreitos limites da arte
como produto.
E por ai vai, é só combinar
as palavras ou as frases... e quanto menor os sentido melhor se ajusta à arte
contemporânea.
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